domingo, 10 de janeiro de 2010

USHUAIA E A VIAGEM DE VOLTA - A ADUANA - postado por Toni











USHUAIA E A VIAGEM DE VOLTA - A ADUANA
Alguém comentou que os post's apresentam três visões diversas da viagem: a do Otávio, mais objetiva; a da Ju, mais poética; a minha, mais humorística. Tenho feito post's curtos para os quatro leitores assíduos da nossa expedição, a fim de não espantá-los, ao repetir aquilo que o Otávio e a Ju escrevem antes. No entanto, pensei que talvez fosse interessante escrever sem tal preocupação, mesmo que meu post acabe por ser semelhante aos precedentes. Se for semelhante, quem nos lê concluirá que tudo é mesmo verdade. Se não for, a conclusão é de que a viagem tem perspectivas diversas (ou quem alguém falta com a verdade... O que não acontece, juro!). Desta forma, sem ler o que já foi escrito sobre Ushuaia e sobre a viagem de volta, apresento a minha versão. Talvez com algo de humor, mas com fundo bem sério. E, desculpem-me, mas este post será um pouco mais longo.
Primeiramente, o que foi ir para Ushuaia de moto. Ushuaia é a Meca do motociclista brasileiro. Assim, a proposta de ir até lá, para mim, tinha realmente como principal finalidade vencer um desafio. E foi muito prazeroso fazê-lo, na companhia do Otávio, meu amigo de infância e de blog. Dito isto, digo que a ida para Ushuaia foi tranqüila. A passagem pelas alfândegas (duas da Argentina e duas chilenas) não apresentou qualquer problema. O vento, perto de Rio Gallegos, estava forte, mas depois amenizou. A gente passou rapidamente pela balsa que cruza o Estreito de Magalhães, com mar calmo. Almoçamos bem numa pequena cidade chilena. O famoso rípio (estrada de cascalho) era bem batido e cento e vinte km foram superados em menos de duas horas. Enfim, tudo correu às mil maravilhas. Ushuaia é uma cidade maravilhosa - bem mais bonita do que eu imaginava -, emoldurada por montanhas nevadas e com o mar para complementar a paisagem. E com luz até tarde. A foto foi tirada à uma da manhã e ainda havia uma réstia de luz no horizonte. Se forçar a vista um pouquinho, dá pra ver na foto. A do porto - tirada por volta de onze da noite - dá para ver bem. Um paraíso intensamente curtido.
Agora, a volta (ocorrida no dia 9 de janeiro de 2010 – aniversário do Otávio. Marco a data, porque não sei quando dará para publicar o post, com as fotos ilustrativas). A volta foi exaustiva.
Saímos de Ushuaia por volta de oito e meia. Minto. Saímos mais tarde, por culpa minha. Comprei um pen drive de 16 GB para armazenar todas as fotos. E quando estávamos abastecendo as motos – evidentemente, já tendo deixado o hotel –, lembrei-me dele. Perguntei para a Ju que disse não tê-lo visto. Como sabia onde ele estava no hotel, depois de revirarmos as mochilas, optei por voltar. O Otávio foi à frente para a “Ruta”, porque pretendia deixar duas garrafinhas de "51" para um amigo argentino que iria se hospedar em uma pousada à beira da estrada. Pois bem, procurei, procurei e procurei o tal pen-drive no hotel e não encontrei nada. Ainda tenho esperança de encontrá-lo escondido em algum canto da bagagem, mas, no momento, acho que ele encontrou outro dono...
Então, saí atrás do Otávio e o encontrei na estrada, esperando no pretenso local onde estaria a pousada. Ela não estava lá. Procuramos mais um pouco, tocamos por alguns quilômetros olhando atentamente, mas nada de pousada. Estávamos a uns quinze km de Ushuaia. Aí realmente se deu a partida para a nossa jornada de regresso, o que ocorreu por volta de nove e meia da manhã.
A primeira parte da viagem foi tranqüila. Mais tranqüila do que a vinda. Estava frio, mas agradável. Rodamos trezentos km rapidamente e por volta de uma e meia, estávamos na fronteira.
Em uma parada num posto - meio forçada, porque entrou em meu olho um grão de areia - acabamos por conhecer o Eduardo, um veterinário paranaense que viajava sozinho com uma Yamaha 660, tomando vento no peito, porque o defletor da moto dele se quebrou. Ele acabou por nos acompanhar a partir dalí até Rio Gallegos. Como disse - escrevi - a primeira parte foi tranqüila. Aí, chegamos à Aduana argentina. E os problemas começaram.
A aduana estava lotada. Foram mais ou menos duas horas e meia de fila (ou de "cola", como eles dizem) para conseguir os carimbos necessários. E primeiro foi uma "cola" para a vistoria dos passaportes. Depois, outra "cola" para a aduana propriamente dita. Uma "cola" atravessava a outra. Enfim, era uma zona total! Já viajei muito na minha vida. Fui para muitos lugares e nestes cinqüenta anos nunca vivi nada parecido. De novo: uma zona total! Resultado: chegamos à uma e meia e saímos às três e meia. Aí, andamos mais uns três ou quatro km... até a aduana chilena.
Na aduana chilena, outra “cola”. Que demorou mais duas horas e meia. Assim, para passarmos duas aduanas, demoramos cinco horas. Saímos às seis e meia dos procedimentos burocráticos. Eu fiquei exausto. Acho que todos ficaram. Neste estado, fomos para o rípio.
O rípio era o mesmo da vinda. Mais ou menos. Porque agora tinha vento. Vento, chuva e frio. E vento com rípio é ruim, uma vez que a gente procura conduzir a moto em cima do rastro dos pneus dos carros, porque é mais batido. Fora do rastro é mais fofo e se a roda da frente pega um rípio muito fofo, o tombo é certo.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Demoramos muito mais do que na vinda – inclusive com duas paradas para checar se a estrada era aquela mesma –, mas chegamos sãos e salvos. Sem nenhum tombo. Pegamos o asfalto por volta de nove da tarde (da tarde, porque ainda tinha luz) e saímos no pau para pegar a balsa – a última era a das dez e quarenta e cinco. Pegamos a das dez, depois de esperarmos uns vinte minutos no frio. É que a balsa anterior saiu alguns minutos antes de chegarmos... Depois da travessia, toca meter a mão no acelerador, para não chegarmos junto com todos aqueles argentinos que também atravessaram o canal em seus carros e que iriam fazer a alfândega novamente.
Mas que história de alfândega é essa? Seguinte: pra quem não sabe, a Tierra do Fogo – última parte da Argentina, onde está situada Ushuaia – é separada do restante do país pelo território chileno. Aí, quem vai para lá por terra tem que sair da Argentina e entrar no Chile. Depois, viaja-se pelo Chile por uns duzentos km – parte em asfalto e toda a parte do rípio. Também é no território chileno que está a balsa. Para entrar na Tierra do Fogo é necessário sair novamente do Chile e ingressar na Argentina. São quatro aduanas! A primeira é conjunta, mas a segunda não. Há uma aduana chilena e depois de alguns quilômetros, outra da Argentina. Foi justamente nessas aduanas separadas que nós perdemos cinco horas...
Pois bem, chegamos à aduana conjunta na frente de quase todos os carros e lá foi tudo rápido. Também, já era quase meia-noite. Gastamos uns dez minutos com os procedimentos. Depois, mais uns quarenta e cinco minutos até Rio Gallegos, com muito frio (7 graus) e quase com um atropelamento de coelho, por parte do Otávio. Em seguida, pizzaria e cama. Acabados. Por causa da burocracia argentino-chilena.
O Chile e a Argentina precisam resolver esse problema do trânsito entre os dois países. Precisam pensar em algo mais inteligente do que os procedimentos burocráticos que nos quebraram as pernas. Mas não vão fazer isso, porque há muito ressentimento ainda entre eles. Quase houve guerra entre os países em 1978. O resultado, a gente vê na zona de embarque da balsa. Leiam o que está escrito na placa ao lado da Ju. Pois é, campo minado! Inacreditável, mas a Bósnia é aqui...
É muito menos cansativo rodar oitocentos km de moto com calor, frio, chuva ou vento, do que ficar cinco horas na fila para que os guardas de fronteira, com cara de poucos amigos, batam três ou quatro ridículos carimbos e não façam qualquer verificação (não que eu quisesse...). Tudo só para constar. Tudo para atazanar um a vida do outro – e o viajante que não tem nada com isso é que paga. Seguramente foi a pior parte da viagem. Mas mesmo assim, valeu à pena e eu passaria por tudo novamente, só para ter o gostinho de chegar a Ushuaia de moto.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

AOS MEUS AMIGOS - postado por Toni

AOS MEUS AMIGOS

Depois de mais de cinco mil e trezentos km rodados, travessias de fronteiras, travessias de balsa, de vento, de rípio (que estava bom, só no comecinho que náo...), de guanacos, de ovelhas, de calor de trinta e oito graus, de frio de seis graus, de vento (pois é, mais vento...)chegamos - muito bem - a Ushuaia, a Tierra del Fin del Mundo. Sobre a viagem o Otávio e a Ju já disseram tudo. Eu só vou dizer para vocês que acompanharam a nossa travessia do continente sulamericano em quatro rodas (duas de cada moto...) que a sensaçáo é de que vieram conosco. E as vibraçóes positivas que todos nos transferiram ajudaram muito nos momentos mais complicados (que felizmente foram poucos!) da viagem. Entáo, um grande abraço e um enorme beijo para cada um de vocês. Também quero postar aqui um agradecimento especial ao Ricardo, da MotoAtacama, que nos deu um monte de dicas importantes e nos forneceu uma planilha de providências de viagem pra lá de útil. Ainda, preciso postar um agradecimento especial para a D. Ana, minha sogra, que ficou com a Ana Luísa, minha filha. Sem este apoio, náo seria possível fazer a viagem. Há mais gente para agradecer, mas já estáo cobrando a liberaçáo no computador aqui no hotel, entáo eu escreverei depois.
P.S. Em todo o trajeto, houve só uma vítima, a quem presto aqui a merecida última homenagem: a tampa da Nikon da Ju, que tanto nos ajudou, protegendo a lente da dita máquina fotográfica, infelizmente, em um momento de registro de imagens, saiu voando na Ruta 3, perto de Rio Galego e hoje repousa em paz no (quase) deserto da Patagônia, em meio a um mar de ovelhas, guanacos e vento (é, mais vento!). Fica registrada aqui a minha lembrança saudosa desta brava heroína que impediu que o vento destroçasse a lente da máquina, em cada vez que ela foi usada na Ruta.A tampa foi substituída em Ushuaia, mas nós nunca nos esqueceremos da original!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

USHUAIA! postado por Juju

Gente! CHEGAMOS!!!!!! E é lindo!!! Pera, calma! Vamos do começo!!!
Onde estavamos??
AHH a greve! Nao vimos cara!! Saímos de Rio Gallegos e pegamos o rumo! A estrada era tranquila. Chegamos na primeira fronteira. Fila vai fila vem fila vai fila vem e passamos! Entramos no Chile. As estradas continuam um tapete! Nao tem um buraquinho sequer! Pegamos a balsa no estreito de Magalhaes. Um mar verde lindissimo! Mas bem agitado pelo vento! Eu ja gelei né. Mas a balsa era imensa e nem sentiamos o mar (pausa para pensar como eram corajosos esses desbravadores Portugues, Espanhois que vieram para ca na epoca dos grandes descobrimentos!!)A estrada continuou linda e eu com frio. Sabe se la Deus porque eu nao me carreguei de roupa quente o suficiente. Estava alem da jaqueta com uma segunda pele fina. Podia ter posto um milhao de coisas mas nao pus! E o vento entrava. Alias, o vento, esse ja nosso velho conhecido apareceu forte de novo. Mas sobre ele nenhuma novidade entáo nao vou nem perder tempo falando!! Mais uma fronteira para la outra para ca e finalmente entramos na Terra del Fogo. E o frio apertando. Termometro da motoca marcando 6 graus. E o vento entrava por cada minusculo buraquinho que ele achava na minha roupa! hunf. Parada providencial para um chocolate quente e eu sair do quase estado de hipotermia (rsrs)COmecamos a ultima etapa. E que lugar! Queria saber pq é que quem vem para ca fica pensando e falando do tal do ripio! Repararam quem nem toquei no assunto? É porque foi BICO! Gente, quem ta acostumado como nós com aquela estrada de Monte Verde acha aquilo um asfalto! Que ripio nada! Esperavamos fazer 120km de ripio em 4 horas, e fizemos menos de 2horas! Era ÓTIMO! Super compactado! lisinho! nada de buracos!! PELAMOR!!! e do lado do rípio, mar de ovelhas! Lindo!!! Bom na última etapa, começa um caminho no meio das montanhas! Montanhas todas com neve ainda!! Que cruzam lagos maravilhosos! Imagine!!! Grandes precipicios... Parece os Pirineus Franceses! É lindíssimo!!! E os caras falando do rípio! E ninguém fala que existe um trem desses aqui na América do Sul! Na Argentia!! É maravilhosa a paisagem!!! E depois de muito passeio no meio das montanhas nevadas e lagos e rios chegamos ao USHUAIA! Terra do FIM DO MUNDO!!! MAS que fim de mundo mais lindo! O hotel Altos de Ushuaia, fica em cima da cidade e da cama do meu quarto vejo a baia iluminada e seus barcos e é inimaginável. E escurece só as 23:15h. Se o fim de mundo é aqui, é o melhor lugar para se estar...
beijos a todos...
PS. vcs PRECISAM vir para cá...

Juju

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O JACOB E O VENTO - postado por Toni

O Jacob e o Vento

O Jacob é um grande amigo com quem tenho a honra da trabalhar. Nas – poucas – horas vagas, ele é um iatista de “vela cheia”. Já velejou por esse mundo afora. Jacob, meu chapa, se você tivesse uma moto à vela por aqui na Patagônia, seguramente voaria! Porque moto à vela por aqui, se for tocada por um bom velejador, voa. Literalmente. Hoje, faltando cerca de cem km para Rio Galegos, depois de rodar quase seiscentos km que pareceram um passeio, o vento quase arrancou o meu capacete. Ele ainda jogou sem dó nem piedade o Otávio e a Inha, por três vezes, para a pista contrária. Era vento de proa, de popa, de sotavento, de boreste, sudoeste, norte, sul, de cima, de baixo, de todo lado!!!! Aqui, mais do que piloto, você tem que ser velejador… O tempo todo me lembrei do “Twister”. E do Jacob, tocando uma moto à vela! Mas conclui algumas coisas importantes, para outras tocadas. Primeiro, o vento aumenta depois das cinco. Assim, temos que evitar a conduçao depois desse horário. Ainda, qualquer coisa quebra o vento: guard-rail, montinho, caminhao… E depois que o obstáculo termina, o vento vem com tudo. Nessa hora a gente tem que tomar um cuidado especial, para nao “perder a mao”. Principalmente nas – poucas – ultrapassagens. Depois eu postarei um vídeo da moto no vento. Daqui do hotel de Rio Galego é impossível porque a conexao está vagarito, vagarito, quasi parando…

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

de Caleta Olivia a Rio Gallegos 700k - postado por Juju

Acordamos bem cedo. O dia prometia ser longo e difícil. Tomamos um café no hotel e na saída encontramos com um pessoal que já estava voltando de moto. Reclamaram do frio, dos ventos fortíssimos. Conversamos sobre o ripio (Ahhhh esse rípio) Eles desceram por um caminho de 600km de rípio (Deus me livre) sem as caronas que foram de aviao! Mas voltaram por onde iremos! Nos tranquilizaram sobre o rípio, mas a carinha deles de cansados nos assustou um pouco. Pé na estrada, a paisagem hj surprendeu. Variou um pouco! Apareceram morros e vales, por vezes formos surpreendidos pelo oceano que dava sua cara ao nosso lado esquerdo. E 600km correram traquilos. Fomos acompanhados pelos guanacos (acho que é isso)um primo misto de lhama e bambi (rsrs) O bicho burro! Primeiro pula a cerca (cerca esta que tem nos acompanhado desde os primeiros kms na Patagonia) que serve para impedir que os animais cruzem a estrada. Aí, os ditos ficam parados na beira da estrada olhando a gente passar. A gente diminui. Eles ficam indecisos. Aí, ou correm para frente da moto e cruzam que nem doidos as estradas (e faltamente muitos sáo atropelados) ou voltam para cerca. Alguns, erram o calculo do pulo e morrem pendurados na cerca! Mereco????? Depois coloco umas fotos dos "fofos" animais! Bom... como eu disse, tudo ia tranquilo, por 600km. Quando saíamos de um posto, fomos abordados por uma outra moto para informar-nos que a polícia da fronteira do Chile está de GREVE! Teremos que cruzar a fronteira por 4 vezes entre Chile e Argentina para chegar no Ushuaia! Ou seja, náo decidimos o que fazer. Mas nao era tudo. Nos últimos 100km antes de Rio Gallegos o tal vento amigo apareceu de novo. E desta vez, queridos, sem areia. Porém, sem exagero algum, JURO que parecia que ia arrancar minha cabeça. Tanto que em um determinado momento eu abaixei para ficar protegida pela bolha da moto o mais possível. O sol brilhava tranquilo. O frio nos acompanhou. A média da temperatura ficou entre mais ou menos 18graus. Agora, o vento! AHHH náo é possível imaginar se vocë náo passou por isso. Ver a moto do Otávio dançando a minha frente com as rajadas é impressionante. Mais impressionante ainda para mim foi como eu me senti segura mesmo nessa situaçao. As motos vao muito bem. Graças aos bravos pilotos!! Em nenhum momento fiquei com medo ou insegura. Fico sim cansada pelo esforço constante de segurar o corpo que é jogado constantemente. Mas chegamos. E chegamos sem vento! Foi até estranho. De repente, viramos na estrada e o vento sumiu! Andavamos a 100km por hora e conseguiamos conversar sem os intercons e se entendia perfeitamente! Abri os dois braços de alegria! Para me sentir livre sem o vento que me comprimiu por 100km! Que sensaçao boa que foi! Rio Gallegos é uma cidade até que grandinha. Estamos num apart hotel. Quando entrei no quarto grande com sala e cozinha americana, interfonei para a Inha na hora: "cancela o Ushuaia que eu quero morar aqui!" rsrs. Um banho longo de banheira com direito a uma boa caneca de chá e já me sinto nova. Pronta para mais 570km até o Ushuaia. Nem que eu tenha que passar por cima dos guardas da fronteira do Chile (no caso por cima literalmente - de aviao!)PS. ahhhh os meninos, coitadinhos, nao tiveram descanso ainda! Chegaram e foram trocar o oleo das motocas que vem se comportando lindamente!
Ps2. Alexandre Correa! Adoro seus comentarios!!!!!! Fico pensando em todas as aventuras que vocês viveram!! Que delícia!
Ps3: Ana Lulu!! Cade seus comentarios??? Estou com saudade!!! TE AMO BB!
Ps4: Rabo de Furacao Silviao! PO!! Fez nossa tempestade de areia virar passeio heim!!! Que legal!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

TEMPESTADE NO DESERTO - postado por Toni

TEMPESTADE NO DESERTO – O vídeo foi feito pela Ju com uma câmara Casio. Ela gravou bem na hora que estávamos entrando na tempestade de areia, no trecho entre Bahia Blanca e Puerto Madryn. Isso aconteceu perto de Viedma, cidade que atravessa um período sério de seca. Dá para ter uma - pálida - idéia do que foi a coisa... Mas foi bacana, porque pior do que isso não haverá (espero...).

meu Everest - postado por Juju

Nunca entendi porque haviam pessoas que se metiam a escalar montanhas como o Everest. Sempre fiquei pensando o que podia existir de "legal" em se meter numa história destas, onde fatalmente se acaba, na melhor das hipoteses, sem algumas pontas dos dedos.
Nunca entendi. Mas hoje, vindo de Bahia Blanca para Puerto Madryn, ao entrarmos na regiao Patagonica, fomos surprendidos por uma tempestade de areia. O vento, que tanto eu tinha ouvido falar pelos outros que já vieram para ca, resolveu bater em nossas caras.E bateu forte! E foram horas de um vento lateral fortissimo que arrastava a areia do deserto para dentro do meu cérebro. Aí, eu sentada na moto, sem conseguir ver a moto do Otávio a menos de 50 metros a minha frente fiquei pensando no Everest. Pensando porque diabos eu tinha me metido numa aventura destas. E sabem o que eu descobri? Descobri que a sensacao de realizacao de algo difícil, algo pelo qual você passou e nunca imaginou que conseguiria é uma droga poderosa. Algo q poucos fazem... é INDESCRITIVEL! A adrenalina correndo e o inusitado todo da coisa (afinal vento eu esperava, mas tempestade de areia no meio de um puta deserto EU NUNCA IA ESPERAR) é simplesmente maravilhoso! A sensacao de se estar ligado aos outros que passaram por aquilo juntos é muito legal. Tenho certeza que lembraremos deste dia pelo resto de nossas vidas! Que venha o Ushuaia.