quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

SELO CDF - ESBOÇOS - postado por Toni


Ói nóis aqui traveis! Seguinte: já que não consegui (melhor dizendo, não fui atrás) a colaboração de um cartunista, apelei para os meus dotes artísticos e bolei um esboço do desenho do CDF Moto. Vamos tentar melhorar - ou, até mesmo, fazer outra coisa absolutamente diferente -, mas acho que o caminho é mais ou menos este. Abreijos. Toni

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

POST PARA O OTÁVIO E PARA A INHA- postado pelo Toni e pela Ju







Aos nossos queridos amigos e companheiros de expedição queremos dizer que esta que se findou foi a viagem das nossas vidas (e, cremos, das vossas também). A grande meta – chegar a Ushuaia, a Tierra del Fin del Mundo – foi atingida. Agora, precisamos começar o planejamento da próxima aventura! As fotos são um “recuerdo” do grande momento e também da hora da partida. Um grande abreijo a ustedes, de nosotros!





FINAL DA VIAGEM - 3ª parte - de Curitiba a Campinas - postado por Toni

Domingo, 24 de janeiro de 2010, oito e meia da manhã. Saímos de Curitiba para fazer os pouco menos de quinhentos km entre a capital do Paraná e a nossa cidade. Última perna da viagem. Trecho já bem conhecido por nós, tanto de moto, como em quatro rodas. Trecho normalmente tranquilo, de pista dupla, apesar dos quarenta km depois de Registro que são de pista simples, mas que têm, no sentido que nós trafegaríamos, muitas terceiras faixas. Seis horas de viagem sem forçar, o que já fizemos mais de uma vez, inclusive durante a semana - teoricamente com maior movimento de veículos. Mais um ledo e ivo engano. Porque a estrada estava coalhada de caminhões. Porque havia muitos acidentes na estrada - em dois locais, uma das pistas ficou fechada e se formou uma enorme fila, principalmente de caminhões. Não aguentei ficar parado com a moto no meio dos caminhões que esquentavam o seu entorno com os enormes motores. Não aguentei ficar no para e anda, com a moto carregada - um peso de cerca de meia tonelada. Não dava! Trafeguei pelo acostamento, com a total compreensão dos motoristas dos caminhões e dos carros que perceberam que a gente não podia mesmo ficar parado no meio daquele tráfego dos infernos! Ninguém fez cara feia e todo mundo facilitou a nossa vida. Todo mundo, não. Teve um caminhão que não percebeu a nossa presença e também resolveu vir para o acostamento. Depois de uma buzinada "poderosa" (vocês precisam ouvir a buzina da minha moto! Parece de fusca antigo!), refugou. O pior estava por vir. No trecho de pista simples - os tais quarenta km depois de Registro - novo congestionamento. E no local não havia acostamento. Fiquei o quanto aguentei no meio dos caminhões. Aí, percebi que na pista São Paulo - Curitiba, os veículos demoravam para aparecer. Sinal de que ora passavam os veículos num sentido, ora noutro. Então tomei uma providência radical: sai para o acostamento do lado contrário, na contra-mão de direção, liguei o pisca-alerta e fui subindo devagarinho. Com essa providência, consegui me livrar do enrosco. Havia mesmo obra na pista. Estavam substituindo guard-rails. Fiquei uma meia-hora sem sequer falar com a Ju pelo intercomunicador, recuperando-me. Foi mesmo exaustivo. Bom, depois foi tranquilo. Novamente pista dupla na Regis Bittencourt (o nome da BR entre S.P. e Curitiba), Rodoanel, Bandeirantes - com mais uma parada para o abastecimento final - e aí a chegada em Campinas. Casa. Às três da tarde terminou a aventura das nossas vidas. Fomos muito bem recepcionados pelo Alê, pela Ana Luísa (estava morrendo de saudades dos meus filhos), pela D. ana, minha sogra, pela Fernanda, namorada do Alê, pela Clarinha, melhor amiga da Ana, e pelos meus amigos e vizinhos, o Beto e a Rô. Como não podia deixar de ser, o Beto estava me esperando com uma cerveja gelada na mão. Brindamos com cerveja e com champagne. O mais curioso é que a rolha saiu voando e desapareceu! Verdade! Ela não caiu! Todo mundo ficou olhando para cima à procura dela, e nada! Sumiu no espaço. Talvez tenha ido desfrutar da sua própria aventura, a rolha. Esperta! Chegamos exaustos, pneu nas últimas, mas inteiros e à tempo de corrermos até a casa onde estavam hospedados o Larry e a Lucy - como já escrevi, os "pais" americanos do meu filho, durante o intercâmbio que ele fez nos Estados Unidos. Valeu o sacrifício feito para abraça-los. A emoção do vídeo ora postado dá bem a conta de quanto valeu. Rodamos cerca de três mil km em quatro dias. Aliás, os números finais são os seguintes: de Curitiba a Campinas foram exatos 490,1 km. Saímos de Campinas no dia 26 de dezembro de 2009 e o odômetro da moto acusava 9.747 km. Quando chegamos, no dia 24 de janeiro, acusava 22.697 km. Foram rodados exatos 12.949,1, registrados no odômetro parcial. Valeu! Cada metro! Assim, mais uma vez, muito obrigado a todos os que nos acompanharam e que eu faço questão de mencionar em um post mais para a frente. Obrigado também as inúmeros amigos da estrada que também merecerão referência e - evidentemente - fotos no blog. Por fim, registro que acabou a viagem, mas não as histórias que serão contadas em posts daqui para a frente. Então, por favor, continuem a ter paciência e visitem o blog de vez em quando. Abreijos.Toni.

FINAL DA VIAGEM - 2ª parte - de Ijuí a Curitiba - postado por Toni


No sábado, rodamos quase oitocentos quilômetros. Se fosse para resumir a viagem, diria que foi desgastante. Saímos de Ijuí por volta de dez e meia da manhã, depois de feita a checagem dos pneus pelo Chicão - o mecânico da Honda local. Saímos mais tranquilos porque apesar de já bem gasto, o pneu traseiro tinha condições de fazer a viagem. Pretendia tocar até Registro, já em São Paulo. Ia dar mais ou menos mil km. Não deu. Não deu porque as estradas de pista simples do Brasil são bem piores do que as da Argentina. É um sobe e desce, nunca aparece, esburacado e cheio de caminhões. A gente acaba não tendo muitos pontos de ultrapassagem. Aí, a tocada não é "limpa". É um acelera, ultrapassa e diminui para outra ultrapassagem. Muitos caminhões! E soja (transgênica, acha a Ju) para todos os lados da pista. E assim foi até Vacaria, cerca de trezentos e quarenta km de Ijuí, onde saímos da BR 285 e pegamos a famosa BR 116. O trecho demorou. Mais de quatro desgastantes horas. Ameaçou chover e nós paramos para colocar os forros das jaquetas. Foi só fazer isso e a chuva automaticamente se transportou para o outro lado do Estado. Aí, quase em Vacaria, eu já não aguentava mais de tanto calor. Parei no acostamento mesmo, perto de um pedágio, para retirar o tal do forro. Aproveitamos ainda para comer uma bananinha - adquirida de um vendedor de frutas que encontramos à beira da estrada -, o que evitou as cãibras que começavam a dar as caras.
Bom, quando peguei a 116, pensei que ia andar mais. Mas que estupidez a minha! Não andava nada. Cheia de caminhões (parece que todos resolveram subir a BR na tarde de sábado...) e de operadores de "pare-siga", porque a estrada está sendo toda remendada. Duplicar que é bom e necessário, nada... Para melhorar, começou a chover forte. Tivemos que parar mais uma vez no acostamento para colocar os forros das jaquetas e aí perdemos a ultrapassagem feita em cima de uns dez caminhões. Começar tudo de novo... Desanimador. Em Santa Catarina, a viagem foi toda assim. Em um determinado momento, paramos em um posto de gasolina que não tinha nem água à venda, porque a Ju não aguentava mais. E eu também não. Quando saímos de Santa Catarina - da fronteira com o Rio Grande do Sul, abaixo de Lages, até a fronteira com o Paraná, em Mafra, são mais ou menos uns trezentos km - a estrada melhorou e nosso ânimo também. Já era mais de sete horas da tarde e chegar em Registro estava totalmente descartado. Queria, ao menos, chegar em Curitiba - mais cento e vinte km de estrada. Animei a Ju com a idéia de irmos comer um "mareco (com um "erre" só por causa do sotaque alemon...) com repolho roxo" no "Cantinho do Eisbein" - o melhor restaurante alemão de Curitiba. Ela topou na hora e aí, com um maior número de trechos de faixa auxiliar e um menor número de caminhões, pouco depois das nove da noite entramos na cidade. Isso, logo depois de presenciarmos um apagão que deixou tudo às escuras. Sorte que a luz voltou cerca de quinze minutos antes de nossa chegada, senão ficaria tudo mais difícil. Em Curitiba, o GPS do celular da Ju começou a funcionar - muito embora só indicasse mais ou menos a direção e a distância do destino (no caso, o restaurante, porque certamente ele fecharia se passássemos antes no hotel que ainda tínhamos que procurar por falta de reserva...). E nas vias expressas da cidade o GPS foi indicando três km, depois dois e meio, está esquentando, esquentando... Aí começou a esfriar! A distância passou a aumentar novamente. Acabamos por conseguir um motorista que disse que ia para um shopping nas proximidades, ao qual seguimos até bem próximo do restaurante. Chegamos lá por volta de nove e meia, com setecentos e noventa e seis km rodados. E uma surpresa bem agradável, para compensar o desgaste da viagem: lá estava o Egon, o dono do restaurante, que também é motociclista.
Também estava lá um motociclista CDF (com mais de uma tocada superior a mil km) que tinha uma moto igual à minha. O Egon, além de nos servir um excelente "mareco com repolho roxo", umas ótimas entradas e dois chopes bem geladinhos, ainda nos mostrou a sua GS - acho que ano 99 - extremamente bem conservada e com quilometragem menor do que a da minha que tem seis meses de "vida". É a moto da foto maior. Para finalizar, o Egon nos levou até um ótimo hotel nas proximidades - da rede Mercure - onde ainda tive a oportunidade de cumprimentar o Antonio Lopes (que saía do local) pelo título de 2005 do "Todo Poderoso Timão"! Em seguida, banho e desmaio na cama para a tocada final do dia seguinte - com tempo de ver o Larry e a Lucy. A tocada final eu descrevo na parte três. Abreijos. Toni. P.S. Vocês viram a quantidade de estrelas da Quatro-Rodas que o restaurante do Egon tem? Todo ano ele ganhou uma estrela, desde mil novecentos e noventa e tanto. Até 2010! No século vinte e um não falhou um ano! Mas ele merece, porque a comida é mesmo excelente!!!!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

FINAL DA VIAGEM - 1ª parte - Da Fronteira (São Borja) até Ijuí - postado por Toni


Hoje é segunda-feira, dia 25 de janeiro. Eu e a Ju chegamos ontem, domingo, depois de dois trechos bem cansativos, rodados no Brasil. O primeiro deles foi de Ijuí até Curitiba, percorrido no sábado. O segundo - o trecho final - foi de Curitiba até em casa - para quem não sabe, Campinas, interior do Estado de São Paulo. Ainda, houve o trecho de sexta-feira que não foi mencionado. Da fronteira em São Borja até Ijuí. Neste relato tripartido, a primeira parte diz respeito ao referido trecho. Como já escrevi anteriormente, chegamos às cinco da tarde (horário de verão do Brasil - a Argentina, ao que consta, não adota o horário de verão) de sexta-feira no escritório conjunto da fronteira Brasil-Argentina em São Borja - Santo Tomé. Escritório modelo. Tudo muito mais fácil. Eu não passei por Uruguaiana e o Otávio poderá dar detalhes a respeito dos trâmites burocráticos e do movimento de lá. Não obstante, acho que não pode ser melhor do que São Borja. Para quem for viajar para a Argentina por terra, recomendo entrar no país por São Borja. O viajante apenas deverá verificar se o dia não é o de troca das locações praianas de Santa Catarina. Porque se for, a aduana fica cheia de argentinos que estão chegando e que estão partindo - segundo informação dos funcionários brasileiros - e aís os trâmites demoram mais tempo. Os nossos procedimentos ocorreram em cinco minutos. E ainda tem serviços à disposição do viajante: câmbio de moeda, um caixa eletrônico do Banco do Brasil para quem precisar de reais (eu precisava...), banheiros limpos, lanchonete, enfim, tudo ótimo. Há mais. A pista do lado argentino - de Passo de Los Libres até Santo Tomé (que tem mais ou menos a mesma quilometragem da pista brasileira, de Uruguaiana até São Borja) está em ótimas condições, salvo por uma ou outra ondulação. Tem pequeno movimento de veículos - principalmente de caminhões - e a gasolina é mais barata e de melhor qualidade. Dá para "encher" a mão no acelerador da moto! Bom, entusiasmado por chegar ao meu Brasil brasileiro, pensei que daria para tocar de São Borja até Vacaria pela BR(ou RS - porque às vezes indicam como RS, às vezes como BR)285, onde pegaríamos a BR-116 que nos traria até São Paulo. Ledo e Ivo engano! Delírio de muitas horas de estrada e de euforia pelo reingresso no Brasil. Por primeiro, o asfalto piorou. Tornou-se bem abrasivo e passou a apresentar alguns buracos - inexistentes (ou quase) na Argentina. No mais, a pista já não era plana. Tinha descida e subida. E os caminhões descem o pé na descida e sobem "vagarinho, vagarinho" na subida. Resultado: ultrapassagens muito mais negociadas. Ainda há o problema das placas. Eu não me conformo com a pobreza das indicações no Brasil. Placas mal colocadas e com indicações péssimas. Parece que as autoridades locais inferem que quem anda por ali é dali mesmo e então não precisa saber qual a direção de Vacaria ou de Passo Fundo a partir de São Borja. Informação mail prestada é sinônimo de subdesenvolvimento. Uma pena! Então, como o GPS do telefone da Ju não estava funcionando direito, toca a usar o método mais comum para obtenção de direções no Brasil: perguntar. Logo que saí, como não havia indicação satisfatória do rumo que eu deveria tomar, parei para perguntar em um posto da polícia rodoviária federal. Fui secamente atendido (talvez porque nem tivesse tirado o capacete), mas o policial me informou que a estrada para Vacaria era aquela mesma. E completou: "Fica a seiscentos km daqui". Não esperava por isso. Quase seis da tarde e o destino planejado estava a seiscentos km. Isso depois da gente já ter rodado outros seiscentos. Minha previsão de hospedagem ficou bem mais modesta. Vou até Passo Fundo, Tchê! Mas não deu. Só deu para ir até Ijuí. Duzentos e quinze km. Chegamos à porta da cidade e um simpático gaúcho já veio conversar, perguntando se precisávamos de auxílio. Perguntei-lhe qual a distância até Carazinho e ele informou que eram mais cento e vinte km. E completou que Ijuí era bem maior e melhor do que Carazinho. Tinhamos rodado oitocentos e cinquenta km e continuar àquela hora não fazia o menor sentido. O gaucho ijuiense também nos indicou o hotel Vera Cruz. Assim, conhecemos Ijuí, no oeste gaúcho, e nos hospedamos no Vera Cruz. Hotelzão de dez andares, quartos meio antigos, mas grandes. Banho para espantar o cansaço e restaurante para matar a fome. Fomos até o restaurante que nos pareceu mais bonitinho e que concentrava todo o movimento da cidade. Aí, tomamos alguns chopes feitos na cidade e comemos um filé à parmegiana, exageradamente grande para duas pessoas - apesar de ser indicado para uma só. É a fartura do Rio Grande do Sul. Em Ijuí, chamou-nos a atenção o fato de os carros pararem nas faixas de pedestre - ao contrário do que ocorre em boa parte do restante do país. Bacana! No dia seguinte, como já escrevi, verificação do pneu. Fui até uma revenda da Honda e o Cidão, simpático mecânico que foi emprestado para a verificação, atestou que ele "guentava". "Só se pegar um prego ou um parafuso! Aí fura!" Boa afirmação. A foto maior é com o pessoal gentil da Honda de Ijuí a quem registramos - eu e a Ju - os nossos agradecimentos. A menor, no corpo do texto, com o Cidão.

A verificação do Cidão e a afirmação de que o pneu aguentava - como aguentou - permitiu que tocássemos com maior tranquilidade. Assim, por volta de dez horas, extremamente animados, saímos de Ijuí. Eu tinha a intenção de chegar em Registro. Mas evidentemente não deu. Mal chegamos à Curitiba. O motivo? No post seguinte.

sábado, 23 de janeiro de 2010

De Santo Tomé a... Santo Tomé! postado por Toni

Direto: saímos de Santo Tomé e fomos a... Santo Tomé. O primeiro, santo da província de Santa Fé. O segundo, de Corrientes, na fronteira com o Brasil em São Borja, no Rio Grande do Sul. Sabem qual a distância entre as cidades? Nem os argentinos sabem. Eu e a Ju sabemos: seiscentos e trinta e três km. E aí atravessamos a ponte entre o Brasil e a Argentina. Às cinco da tarde do dia 22 de janeiro de 2010 - sexta-feira. Horário do Brasil. Na Argentina ainda eram quatro horas. Depois eu conto mais detalhes da viagem - inclusive sobre as tentativas de "mordidas" dos policiais de Entre Rios. Sõ digo agora que estou em Ijuí - RS e que acabei de checar na Honda local o estado do meu pneu traseiro. O mecânico disse que dá para rodar até Campinas. "Fura só se pegar um prego ou um parafuso". Oremos para que isso não aconteça. Abreijos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

De Mendoza a Santa fé - A Despedida - postado por Toni




Sobre Mendoza, posteriormente escreverei. Digo apenas que comungo da boa impressáo constante do comentário do Alexandre Correia sobre a cidade. Em verdade, ela náo parece que tem mais de um milháo de habitantes, porque com suas "calles" arborizadas e seus canaiszitos - que servem para que corra a água que vem dos Andes -, tem jeito de cidade pequena. Agora só escreverei sobre o tiro longo que eu e a Ju demos hoje e sobre a despedida. Seguinte: como o Otávio já colocou no post que fez agorinha, os "pais" americanos do meu filho - o Larry e a Lucy - estáo no Brasil. Infelizmente, náo sabíamos que eles viriam antes de esquematizar a viagem. Resultado: eles - que receberam eu e a Ju táo bem nos Estados Unidos - chegaram e nós partimos para a Argentina. Achei que pelo esquema original da viagem chegaríamos a tempo de pelo menos nos encontrarmos, mas náo. Eles iráo embora no domingo. Por conta disso, optei por náo passar por Rosário, seguindo direto para Santa Fé. O Otávio e a Inha viajaram conosco até Sáo Luiz (uns duzentos km de Santa Fé) e lá, em um posto de gasolina, ocorreram as despedidas. Eles seguiram para Córdoba. Ainda bem que a despedida se deu no meio da "Ruta". porque náo deu tempo para fortes emoÇóes. Ela foi curta e grossa, porque havia muito sol esperando todo mundo pela frente. Só quero dizer brevemente que foi espetacular e inesquecível viajar com o meu amigo de infância e parceiro de blog, bem como com a Inha, a quem já conheÇo há mais de dez anos. Também quero aproveitar a oportunidade para pedir desculpas por todos os percalÇos, ranzinices e rabugices que eles tiveram que aguentar! Pois bem, voltemos à "Ruta". Foram 896 km, percorridos em um calor infernal. A temperatura ficou quase o tempo todo em 37 graus. Houve um pico, às quatro da tarde, de 39 graus! Por isso,estavam fechadas todas as cidades pelas quais passamos - pequeninas, mas bem arrumadas, uma parecida com a outra em meio às intermináveis plantaÇóes de soja, milho e de outras culturas que náo conseguimos identificar. Náo havia uma única pessoa nas "calles"! Todos recolhidos, à espera do calor amainar. E a gente "tocando" na "Ruta"... Chegamos em Santa Fé quase nove da noite, já anoitecendo. Em Santa Fé, náo. Em uma cidade anterior - Santo Tomé - que tinha um hotel bem na beira da estrada - Hotel Escala Uno (www.escalaunohotel.com.ar - ótima dica de hospedagem para quem está de passagem por aqui, como nós) -, muito limpo e arrumado, com tudo novinho. O chamado brilho da vida, porque era tudo o que queríamos, eu e a Ju. Devidamente banhados e instalados, tomamos uma Quilmes e brindamos com um grupo de brasileiros que conhecemos na "Ruta" e que também vieram de Mendoza. Eles se hospedaram nas proximidades e vieram jantar aqui. Depois postarei uma foto com eles (Renata, Deni, Laíz, Julio Cesar, Maurício e Luís). Agora, vou dormir. Porque amanhá tem mais "Ruta", tem o túnel sob o rio Paraná, tem alfândega, depois tem estrada no Rio Grande do Sul e, se tudo der certo, no sábado à noite, ou no domingo de manhá estaremos em casa - viu D. Ana (a minha sogra)!!!! Abreijos gerais a todos e especiais para a Inha e para o Otávio. P.S. mais uma vez as fotos - do rio Paraná que banha Santo Tomé, do Porto de Santa Fé e do túnel - foram sequestradas na Internet...